Myanmar uncovered

After Northern Thailand, the next destination was Myanmar, former Burma. This country, known for keeping a wide distance from the West (the borders opened less than 5 years ago and ATMs were only introduced in 2013), was a great surprise.
We arrived on April 11, in the most festive time of the year. Few days from celebrating the New Year, the country stops for a week. Embassies close (as we realized while trying to apply for the visa to India), finding open restaurants is a challenge and getting transportation between cities is a matter of luck.
However, despite the constraints mentioned, visiting Myanmar at that time was probably the best that could happen to us. Under the New Year festivities, the country celebrates the “Water Festival”. During that week, people of all ages throw water to everybody, in every possible way: hoses, buckets or water guns; tourists or locals; on foot, by bike or by train; no one escapes the ritual. The tradition is taken so seriously that wooden benches are mounted on the side of the roads, with several hoses installed, to wet anyone who dares to cross the streets.
Regarding the people of Myanmar, curiosity towards us was immense. Everyone asked us where we came from and if we were enjoying their country. This act expressed a feeling of euphoria, on one hand, because they were experiencing the happiest time of the year and, on the other, they were probably contacting with foreigners for the first time in their lives. This welcoming attitude was felt in Yangon, Mandalay and Bagan, the cities we visited.
In addition to the affection expressed by its people, in Bagan, we witnessed the most beautiful sunrise of our lives, with the king star rising up on the horizon and lighting up more than 4000 ancestral temples that were around us. However, we were not the only ones to be dazzled. Several teenage monks also expressed their delight with this wonderful sight, immortalizing the moment with several “selfies” for posterity.

VERSÃO EM PORTUGUÊS
Depois do norte da Tailândia, o destino seguinte estava traçado: Myanmar, anteriormente denominado de Birmânia. Este país, conhecido por conservar uma ampla distância relativamente ao Ocidente (as fronteiras abriram há menos de 5 anos e as caixas multibanco chegaram em 2013), foi uma bela surpresa.
Chegámos a 11 de Abril e apanhámos o país na maior época festiva do ano. A dias de celebrarem o novo ano, o país pára durante uma semana. As embaixadas fecham (como tivemos oportunidade de constatar quando quisemos pedir o visto para a Índia), encontrar restaurantes abertos é um desafio e conseguir transportes entre cidades é ser bafejado pela sorte.
No entanto, apesar dos constrangimentos referidos, ter viajado no país nessa altura foi, provavelmente, o melhor que nos poderia ter acontecido. Ao abrigo do festejo do ano novo, o país celebra o “Water Festival”. Nessa semana, pessoas de todas as idades atiram água umas às outras, de todas as formas possíveis: “mangueiradas”, bacias ou pistolas de água; turistas ou locais; a pé, de mota ou até de comboio; ninguém escapa ao ritual. A tradição é de tal forma levada a sério que são montadas bancadas de madeira na face das estradas, com várias mangueiras, para ser possível molhar mais pessoas que atravessam as ruas.
Quanto ao povo, a curiosidade relativamente a nós era imensa. Todos nos perguntavam de onde éramos e se estávamos a gostar do seu país. Notava-se nesse acto um sentimento de euforia, por um lado, por estarem a viver o momento mais feliz do ano e, por outro, por estarem, provavelmente, a contactar directamente com um estrangeiro pela primeira vez. Essa manifestação de boas vindas foi transversal a Rangum, Mandalay e Bagan, as cidades que atravessámos.
Além da manifestação de carinho dos locais, testemunhámos, em Bagan, o nascer do sol mais bonito das nossas vidas, com o astro rei a erguer-se no horizonte e iluminar mais de 4000 templos ancestrais ao nosso redor. Contudo, não fomos os únicos a ficar deslumbrados. Também uns monges adolescentes manifestaram o seu encantamento com este local, imortalizando o momento com várias “selfies” para a posterioridade.

One thought on “Myanmar uncovered

Comment here

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s