Laos uncovered

After 2 weeks in Vietnam, it was time to go to Laos. The trip was made by bus and, for the first time, we felt that the minimum conditions of comfort are built by context and habits. We traveled 23 hours in a row in a bus with twice more people than its capacity, with many sleeping in the corridors between rice bags and big packages of drinks. We slept on the back of the bus, in a common bed for 5 people. Although the 50cm high from our bed to the bed above made us feel a little bit hopeless, we looked ahead relied on the relativization of comfort.
While in Laos, we faced a paradox to which we had never devoted great attention. Although the Buddhist reality and, specifically, the life of monks were quite distant concepts to us, there was a set of preconceptions that we assumed as true, due to the image widespreaded in the West. However, that mystical and metaphysical vision fade away as we saw monks smoking or using their smartphones in a pretty natural way.
Unlike Vietnam, life in Laos seems to run slower. Traffic is reduced, the noise is lower and people are calmer. As a result, even the way they approach tourists is less intense. Life seems to be simpler. Guesthouses, where a large fraction of tourists is housed, are actually part of the owner’s house. We could say that, replacing the expression “Love and A Cabin”, in Laos the motto is “Tourists and A Cabin”.
However, calmness and fun can coexist, as we have seen at the wedding where we attended by chance. The fact that we haven’t been invited, didn’t detain us from trying to participate. As such, we like to think that letting more space for action, even in the most common and simple situations, allows us to have unexpected moments of great satisfaction.

VERSÃO EM PORTUGUÊS
Depois de 2 semanas no Vietname, era altura de partir para Laos. A viagem foi feita de autocarro e, pela primeira vez, sentimos que as condições mínimas de conforto são construídas pelo contexto e hábitos. Viajámos 23 horas seguidas num autocarro com o dobro da lotação, com pessoas a dormirem nos corredores entre sacos de arroz e caixas de refrigerantes. Nós dormimos na parte de trás do autocarro, numa cama comum de 5 pessoas. Ainda que os 50cm que tínhamos de altura entre a nossa cama e a cama de cima, fossem em certas alturas desesperantes, olhávamos para a frente e suportávamo-nos na relativização do conforto.
Chegados a Laos, deparámo-nos com um paradoxo com o qual nunca tínhamos dedicado grande atenção. Embora toda a realidade Budista e, concretamente, a vida dos monges fosse algo distante para nós, havia um conjunto de concepções prévias que nós interiorizávamos, fruto da imagem veiculada no Ocidente. No entanto, essa visão mística e metafísica foi-se esbatendo à medida que nos deparávamos com monges a fumar ou a utilizarem com naturalidade os seus smartphones.
Ao contrário do Vietname, a vida em Laos parece correr mais devagar. O trânsito é reduzido, o barulho é menor e as pessoas são mais calmas. Decorrente desse facto, mesmo a forma como abordam os turistas é menos intensa. A vida parece ser mais simples. As guesthouses, onde uma fatia importante de turistas fica alojada, são na verdade parte da casa do dono. Diríamos, em substituição da expressão “Um Amor e Uma Cabana”, que em Laos se assume o mote “Turistas e Uma Cabana”.
Todavia, calma e diversão podem coexistir, como pudemos constatar no casamento em que comparecemos por acaso. O facto de não termos sido convidados, não nos coibiu de tentar participar. Como tal, gostamos de pensar que darmos mais espaço à acção, mesmo nas situações mais simples e vulgares, permite-nos, por vezes, ter momentos inesperados de enorme satisfação.

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