Vietnam uncovered

Vietnam was the second country of our adventure. We found a nation that makes tourism an important focus of its development and that fact is clearly and underlined by its people. Even in destinations where tourism would be less expected, they increase its appeal by relying on their own identity. However, this is not done in a typically touristic way. For example, in Sapa, in the northwest of the country, it’s possible, beyond the typical trekking through the villages, to experience local homestays. As such, we have on one hand, a country where even the elderly breathe tourism naturally, but on the other hand, this approach is not based in the “resorts, sightseeing, souvenir” stereotypes.
In addition to the above, we found a frenetic country with what we believe to be an “organized disorganization”. The motorbikes on the streets dribble the overwhelming “sea” of vehicles, but always seem to escape to any crash. We only saw 3 small falls and 2 of them were of Gusto’s. Life runs quickly and crossing the street, under the “Western glasses,” would be a very risky act. In Vietnam, it’s just normal and, when this risk is taken for granted, fear gives way to action. Actually, when we travel, we are more likely to take risks and try new things. For this reason, when we were told about a magnificent journey between Hue and Hoi An, cities 150km away from each other, we decided to do it by motorbike, although our experience was none.
One of the issues we were more curious about was the way the Vietnamese face the war against the United States. Firstly, we found that the Vietnam War is not actually called this way but as the “Second Indochina War”. Secondly, if there are some kind of repressed feelings or any aversion to the Americans, we didn’t noticed. They seem to cope well with the situation, although it haven’t happened so long ago.
Finally, one of the things that surprised us the most was the size of restaurant’s chairs. These chairs, which we found everywhere, have the size of kindergarten’s children chairs. Something completely abnormal, we thought, just before reflecting about what is (or is not) normal. What do they think about our “giant” chairs, anyway?

VERSÃO EM PORTUGUÊS
O Vietname foi o segundo país da nossa aventura. Encontrámos uma nação que faz do turismo um foco importante do seu desenvolvimento e isso nota-se e é sublinhado pelo seu povo. Mesmo em destinos onde a exploração turística seria menos expectável, há um aproveitamento e potencialização da sua identidade. No entanto, isso não é feito com uma roupagem tipicamente turística. Por exemplo, em Sapa, no Noroeste do país, é possível, além das típicas caminhadas pelas aldeias, dormir em casas de locais. Como tal, temos, por um lado, um país onde mesmo as pessoas mais velhas respiram com naturalidade o turismo, mas, por outro, essa inclinação vincada não se verte nos estereótipos dos “resorts, sightseeing, souvenirs”.
Além do referido, encontrámos um país agitado e com o que acreditamos ser uma “desorganização organizada”. As motas na rua acavalam-se, mas parecem sempre escapar de qualquer toque. Só vimos 3 pequenas quedas de mota e 2 delas foram do Gusto. A vida corre depressa e atravessar a rua, sob os “óculos ocidentais”, seria um acto arriscado. No Vietname, é apenas normal e, quando se normaliza esse risco como um dado adquirido, o medo dá lugar à acção. Na verdade, enquanto viajamos, estamos mais predispostos ao risco e à experimentação. Por essa razão, quando nos falaram de um magnífico trajecto entre Hue e Hoi An, cidades distantes 150km uma da outra, decidimos fazê-lo de mota, ainda que a nossa experiência nessas lides fosse nenhuma.
Uma das questões que mais interesse nos suscitava, era a forma como os vietnamitas encaram a guerra contra os Estados Unidos. Em primeiro lugar, descobrimos que a Guerra do Vietname não é, na verdade, apelidada dessa forma, mas como “Segunda Guerra da Indochina”. Em segundo lugar, se há algum tipo de sentimento recalcado ou qualquer aversão aos americanos, nós não o notámos. Parecem lidar bem com a situação, ainda que não tenha passado assim tanto tempo.
Por fim, um dos aspectos mais curiosos foi o tamanho das cadeiras dos restaurantes. Essas cadeiras, que encontrámos em todo o lado, são do tamanho das cadeiras de crianças de infantário. Algo completamente fora do normal, pensámos nós, antes de nos determos sobre a questão sobre o que é (ou não é) normal. Afinal, que pensarão eles das nossas cadeiras “gigantes”?

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