The trip: Gusto’s perspective

I could try to explain the purpose of this trip but, like Kijo, I believe it’s something we’ll only understand during the journey (or after it, maybe). I could talk about what type of adventures I am seeking or what kind of challenges I’ll face. But that would be a nonsense exercise of futurology. So, let me tell you what I know: what I am about to left behind.
February 13 was my last day at EDIGMA. For a lot of people, it’s quite strange how, in a time of great difficulties for my generation to find a good job, I give up from a leading role, in my area of expertise (Marketing), in a fast-growing tech company. However, when the inner will to go on this trip eclipsed all that, I knew my mission there was over. Staying wouldn’t only be harmful for me. It would also be bad for them.
Futsal, tennis, karting, poker, music festivals, frequently going out with my buds. A comfortable life I am not sure to be able to replicate when I come back. But would I ever give the due value to all this if I never experienced the sensation of not having it?
Last, and most importantly, Neuza, my beloved girlfriend. Since last Summer, I have experienced the kind of happiness that gives life a meaning. I never met someone that made me feel so alive, so enthusiastic about the future, so dearly loved. A symbiotic relationship which I obsessively want to nurture until my very last day. So, how can I possibly leave the most wonderful person I ever met for the sake of an adventure? Because I deeply believe this experience will make me a better person, more prepared to take care of her and love her even more intensely. This trip will be the ultimate test to our relationship. A test I am absolutely sure we will pass with distinction. If I didn’t believe it, now I would be talking as a single guy.
“Your effort to remain what you are is what ultimately limits you”. Since, as an Erasmus student in Finland, I found this powerful message on a wall of Kiasma Museum of Contemporary Art, I’ve tried to be faithful to it. I am not in this planet to limit me. I am here to have a full, bold, unapologetic life. Bring it on!

VERSÃO EM PORTUGUÊS
Poderia tentar explicar o propósito desta viagem mas, tal como o Kijo, acredito que é algo que só iremos entender durante a viagem (ou até depois dela). Poderia falar sobre o tipo de aventuras que estou à procura ou que tipo de desafios irei enfrentar. Contudo, esse seria um exercício de futurologia desprovido de sentido. Por isso, deixem-me falar-vos sobre o que sei: o que estou prestes a deixar para trás.
13 de Fevereiro foi o meu último dia na EDIGMA. Para muita gente, é bastante estranho como, enquanto grande parte da minha geração enfrenta enormes dificuldades para encontrar um bom trabalho, eu desisto de uma posição de liderança, na minha área de especialização (Marketing), numa empresa tecnológica em crescimento acelerado. No entanto, quando a vontade interior para fazer esta viagem eclipsou tudo isso, percebi que a minha missão lá tinha terminado. Ficar não seria apenas prejudicial para mim. Também seria mau para eles.
Futsal, ténis, karting, poker, festivais de música, sair frequentemente com os meus amigos. Uma vida confortável que não tenho a certeza de ser capaz de replicar quando voltar. Mas, será que alguma vez daria o devido valor a tudo isso se nunca experimentasse a sensação de não o ter?
Por último, e mais importante, a minha querida namorada Neuza. Desde o Verão passado que experiencio o tipo de felicidade que dá significado à vida. Nunca conheci ninguém que me fizesse sentir tão vivo, tão entusiasmado com o futuro, tão amado. Uma relação simbiótica que quero, obsessivamente, cuidar até ao meu último dia. Então, como posso deixar a pessoa mais maravilhosa que já conheci por causa de uma aventura? Porque acredito profundamente que esta experiência vai tornar-me uma pessoa melhor, mais preparada para cuidar dela e amá-la ainda mais intensamente. Esta viagem será o derradeiro teste para o nosso relacionamento. Um teste que estou absolutamente certo que vamos passar com distinção. Se não acreditasse nisso, estaria agora a falar como solteiro.
“Your effort to remain what you are is what ultimately limits you”. Desde o momento em que, como estudante de Erasmus na Finlândia, encontrei esta poderosa mensagem numa parede do Kiasma – Museu de Arte Contemporânea, tento ser fiel a ela. Não estou neste planeta para me limitar. Estou aqui para ter uma vida preenchida, arrojada, sem remorsos. Bora lá!

2 thoughts on “The trip: Gusto’s perspective

  1. Voltei à menos de um mês de uma viagem a solo pela Ásia sem nada planeado, uma viagem de ida e outra de volta, nada mais… larguei tudo para poder faze-la, trabalho, carro e até cheguei a ficar sem dinheiro enquanto lá andava…mas sem duvida que foi a melhor coisa que fiz na vida, e aconselho-o a toda a gente…principalmente a muitas mulheres que têm medo de o fazer porque não tem companhia, etc etc etc eu asseguro-vos viajar por aquelas bandas é mais fácil do que à partida pode parecer, pois há centenas de mochileiros a faze-lo todos os dias… :)

    …follow your dreams, a unica coisa que levamos desta vida são as experiências, as aventuras …

    Fico mega feliz por ver mais portugas com esta coragem, pois durante a minha viagem nunca me cruzei com nenhum, e mesmo os outros mochileiros com quem me cruzava, diziam que à meses que andavam de viagem e não tinham conhecido nenhum…afinal de contas quem é que andou a desbravar terreno à uns aninhos atrás!?!?! tá na hora de voltar a fazer história

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